Alimentação Intuitiva

Assim como os animais, o natural do corpo humano seria usar a intuição para se alimentar, mas isso não acontece. Por aspectos culturais, a conexão das escolhas alimentares com a intuição é podada desde a introdução alimentar, através das papinhas de misturas de sabores, forçar a criança a comer ou usar a comida como recompensa.

Usar a intuição para se alimentar é uma forma de se conectar com as necessidades do corpo, atendendo esses pedidos de forma responsável consigo mesmo. Como consequência o corpo fica em equilíbrio, com menor risco de desenvolver doenças como diabetes, pressão alto, doenças coronárias, câncer e obesidade.

A boa notícia é que a alimentação intuitiva pode ser treinada mesmo na vida adulta e para isso existem algumas estratégias iniciais.

Nosso corpo primitivo reconhece os alimentos naturais, por isso eles são a base da alimentação.

Compras. Vá ao mercado sem fome, para que as necessidades do momento não influenciem as escolhas. Olhe para as frutas, verduras e legumes, se permitindo sentir vontade ao invés de escolher no automático.

Refeições. Na hora de montar seu prato ou escolher uma refeição, se questione o que gostaria de comer naquele momento e “quem em você” gostaria. Talvez naquele exato momento seja possível atender sua vontade, talvez não. A beleza também está no reconhecer, se permitir sentir o que gostaria. Sentir qual parte de você gostaria, pois algumas vontades são pedidos do seu corpo físico, outras são pedidos da sua mente em busca de acolhimento ou recompensa. Alimentação intuitiva também é sobre reconhecer quem em você quer determinado prato e atender com maior frequência os pedidos do corpo físico do que os pedidos da mente.

A mente muitas vezes grita enquanto o corpo físico sussurra.  Reconhecer o que é o que requer treino de atenção plena e certa boa vontade para atender esses pedidos do corpo físico. Por exemplo, talvez depois de um dia cansativo seu corpo queira uma comida leve e fresca, mas sua mente queira prazer e praticidade. Ao invés de comer uma salada completa, acaba comendo um lanche rápido e vai dormir sentindo um peso desconfortável.

Saciedade. Respeite sua fome real, a fome do corpo físico, não a fome emocional. Para isso, dois pontos (i) parar de comer quando a fome acabar, se tiver comida no prato é só guardar e (ii) atenção para reconhecer a fome emocional, que usualmente é especifica, por exemplo fome de bolo ou macarrão, quando a sensação é que outro alimento não vai resolver.

Alimentação intuitiva é perceber que o corpo esta pedindo e atender esses pedidos, reconhecendo a diferença dos pedidos da mente. E isso requer treino em atenção plena. Um dia por vez. Uma refeição por vez. Cada garfada como se fosse única.

 

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Super beijos

Karelin Cavallari